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Opinião | (Ainda também) sobre o passado ato eleitoral: ganhou, acima de tudo, a decência

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10.02.2026


“Um boletim de voto tem mais força que um tiro de espingarda.”
Abraham Lincoln

Nesta segunda volta das eleições presidenciais, e ao contrário de muitos, não vi apenas, ou sequer a título principal, um combate entre a democracia e a ditadura. Como é óbvio, e o partido que também criou tem demonstrado, Ventura não é estruturalmente um democrata e nas suas últimas intervenções, já num tom destemperado, fez promessas de intromissões nas competências do Governo e da Assembleia da República que contrariam em absoluto a Constituição da República Portuguesa.

Ventura referiu-as, entre outras, prometendo um Governo que cumprisse as suas ordens, bem sabendo que nunca poderia fazer aquilo a que se propõe, aliás à semelhança do que tem feito ao longo da sua carreira política.

Daí que, o que me pareceu sempre estar na linha da frente não foi apenas o combate entre a democracia e uma coisa a tender para uma ditadura, mas o confronto entre a decência e a honestidade e algo que muitos, no quais não me........

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