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Não pode haver neutralidade quando a democracia está em causa. Opinião de Pedro Marques Lopes

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21.01.2026

Quem acompanhou esta coluna neste último período eleitoral sabe que António José Seguro está longe de ter o meu apreço político. Se chegar a Presidente da República, tenho poucas esperanças de que a minha má opinião sobre ele melhore. No entanto, sei que é um democrata. Alguém que não tem dúvidas sobre os pilares fundamentais de uma democracia liberal, nem sobre os valores essenciais espelhados na Constituição da República.

Por outro lado, estamos todos esclarecidos sobre as convicções de André Ventura. Não é um democrata, quer outra Constituição e empunha com orgulho o seu racismo, a sua xenofobia e o seu desprezo por direitos e deveres civilizacionais fundamentais. Ele é o homem que no começo da campanha eleitoral queria três Salazares e que repete incessantemente que os últimos 50 anos foram terríveis em contraposição com os anteriores, claro.

Luís Montenegro, João Cotrim de Figueiredo e Marques Mendes não têm dúvidas: entre Seguro e um não democrata, é-lhes indiferente quem ganha. É-lhes igual que o primeiro magistrado da nação seja um homem que defende a Constituição ou outro que quer rasgá-la. É-lhes igual que o Palácio de Belém seja ocupado por alguém que cospe nos direitos fundamentais ou por quem os defende.

Vou deixar Marques Mendes de lado, porque quem na hora da morte política abandona........

© Visão