Epstein, o Sujeito A, e Ned Flanders entram num bar
Nada surpreende no caso Epstein. Nem sequer o adjectivo “sórdido”, que uso sem grande convicção, como quem já não sabe muito bem o que deve causar espanto. É quase um destemor da parte deste moralista empedernido que vos escreve. Apesar de, até hoje, apenas Ghislaine Maxwell e Epstein terem sido formalmente acusados de envolvimento de tráfico sexual, no dia em que algum dos poderosos chefões, que surgem todos os dias nas manchetes, cair, ficaremos como estamos: na mesma. Nada nos chocará verdadeiramente. Já vivemos na vulgaridade. O problema, irmãos — permitam-me a paroquialidade —, não é o crime extraordinário, mas a trivialidade do extraordinário. É aí que vivemos.
Mas há quem ainda não viva. Não é preciso uma ilha nas Caraíbas para sentir o clima moral de uma época. Basta uma sala de estar num Sábado à noite. São esses os serões em que, cá em casa, fazemos uma noite de cinema com os mais velhos. Nada mais prosaico. Nada mais burguês.
Nem sempre vemos o grande cinema. O que é um erro. Das vezes em que decidi........
