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A última das ocupações encantadas

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24.07.2026

Poucas coisas neste mundo dão maior sossego do que entretermo-nos com os mortos. Entre nobiliários, assentos paroquiais e jazigos de família, o entusiasta da genealogia está com Deus. Literalmente. Há silêncio; tudo o que havia a dizer já foi dito. Mas quando se dá o caso de ter de andar atrás de quem está vivo, aí é que as coisas se complicam. O genealogista apresenta-se e a primeira coisa que vem à cabeça da outra pessoa será quase tudo menos estar diante de alguém que trabalha com os métodos de uma ciência auxiliar da História. Soa pomposo, eu sei, mas quase tudo soa pomposo quando se trata de genealogia.

A reacção mais comum, por nenhuma ordem em particular, será uma das seguintes: ou o genealogista é tomado por um subtipo bafiento de abelhudo, ou por um projecto de aristocrata, ou então por alguém a quem a vida não deu ocupação mais urgente.

Devemos reconhecer, com a humildade possível, que isto é tudo um bocado verdade. Muitas vocações começam mesmo por uma mistura de tédio, vaidade e desarranjo moral. E, quanto à bisbilhotice, a genealogia — bendita seja — é muito simplesmente a forma científica de ordenar o impulso de querer saber da vida dos outros.

O problema é que esta definição,........

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