A bomba suja |
Trump, humilhado pela decisão do Supremo sobre as tarifas (finalmente funcionou o equilíbrio de poderes), está empenhado numa distração externa com o Irão, preparando-se para atacar instalações nucleares e alvos militares e políticos de primeira categoria. Talvez já na próxima Lua Nova, no início de março. Tem problemas por resolver, como o acesso a bases britânicas, mas acredita na facilidade com que o seu secretário da Guerra — um rapazola abnegado — encara estas operações musculadas.
Desta vez, conviria que o presidente Trump fosse intensivamente informado — nos primeiros cinco minutos da sua atenção — sobre o tipo de armas que o Irão, na sua loucura, pode possuir e utilizar, como a chamada “bomba suja”. Não se trata de uma arma nuclear, mas de um dispositivo convencional de dispersão radioativa.
Funciona de forma bem diferente de uma bomba atómica ou termonuclear. Basta uma ogiva de um míssil com explosivo convencional, à qual se junta material radioativo, como césio, cobalto, estrôncio, amerício ou irídio. Quando explode, espalha material em seu redor. É um mini Chernobyl — ou pior, dependendo da escala do ataque.
Teerão já fez a ameaça habitual, mas desta vez com grande intensidade. Seria o suicídio do regime, mas, à falta de uma arma nuclear, esta pode ser a tentação barata dos fiéis a Khamenei. O mundo esteve perto de conhecer esse cenário quando o ISIS conseguiu deitar mão, há uns anos, a 40 kg de urânio não enriquecido que não serve para uma bomba suja. Será que o pistoleiro do Pentágono já foi avisado?
Modo de Tarifas: As tolices de Trump vão custar Triliões de dólares ao Tesouro e PIB, com o apetite que os americanos têm por litigância contra o Estado Federal. Para além do que vão fazer os países afetados. Resposta raivosa: tarifa de 15% para todos! O homem não descansa.
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