Declaração de Princípio: A França que amo não é a de Brigitte Bardot |
Sou um fervoroso amante da língua francesa.
Admiro-a não apenas pela sua musicalidade ou elegância sintática, mas porque foi — e continua a ser — veículo da mais elevada Declaração dos Direitos jamais proclamada por uma nação: a “Déclaration des Droits de l’Homme et du Citoyen, de 1789.
Nela se afirmou, de forma inédita e corajosa, que “os homens nascem e permanecem livres e iguais em direitos”.
Nela se ergueu, contra todos os preconceitos de sangue, fé ou origem, o princípio universal da dignidade humana.
Essa é a França que me habita a alma. A França de Condorcet, que sonhava com a educação para todos. A de Victor Hugo, que........