O que nos indigna, afinal: a cantina dos ricos ou a oração dos outros? |
Todos os anos, durante o Ramadão, surge a polémica das escolas.
A escola portuguesa tem uma herança cultural profundamente marcada pelo catolicismo. Está no calendário, nos feriados, nas pausas letivas, nos ritmos que tomamos como “normais”. É uma tradição histórica. Mas Portugal de hoje não é o de há mais de meio século! É mais diverso. E essa diversidade não vem apenas da imigração. Vem da liberdade e do progresso. Existem cidadãos portugueses muçulmanos, judeus, hindus, evangélicos, ateus, entre outros. Fazem parte da nossa sociedade e, evidentemente, das escolas.
A questão não deve ser colocada como: devemos adaptar-nos a outras religiões? Mas sim, se queremos que a escola reconheça a realidade do País.
Não será melhor apenas flexibilizar? Isto não é ceder. Nenhuma prática religiosa é imposta e ninguém é privilegiado. O que é importante é que cada criança possa viver a sua fé, se a tiver, sem ser........