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Opinião | Errar, demitir-se e não aprender

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26.07.2026

Há uma pergunta que me tem acompanhado sempre que assisto a mais uma crise política: será que confundimos responsabilidade política com demissão?

Vivemos num tempo em que o primeiro reflexo perante uma falha é pedir uma cabeça. Mal surge um erro, a discussão deixa de ser sobre o que aconteceu, porque aconteceu ou como se corrige. Passa a ser apenas sobre quem se demite.

É uma lógica confortável. Simples. Quase instantânea. Há um problema, identifica-se um responsável, esse responsável abandona o cargo e a sensação é a de que a justiça foi feita. Mas foi?

A verdade é que o erro não desaparece com a demissão. As listas de espera continuam. Os alunos continuam nas escolas. Os processos continuam por resolver. As instituições continuam a funcionar. Os cidadãos continuam à espera de respostas.

O problema permanece.

Reformar é, por definição, aceitar a possibilidade de falhar. Quem muda um sistema complexo sabe que nem tudo correrá como previsto. Nenhuma reforma estrutural nasce perfeita. Basta olhar para a educação. Nas últimas décadas sucederam-se alterações curriculares, mudanças nos modelos de avaliação,........

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