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O venerável homem [Luís] das Neves. Opinião de Filipe Luís

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26.02.2026

Em fevereiro de 2025, há precisamente um ano, o diretor nacional da PJ deslocou-se ao Parlamento, para, a pedido da Iniciativa Liberal, ser ouvido, a propósito da situação da criminalidade em Portugal. Luís António Trindade das Neves, respondendo a dúvidas dos deputados, aproveitou para, sustentado em números, factos e estatísticas, desconstruir determinadas narrativas, que atribuiu a “notícias falsas” divulgadas por forças que pretenderiam “instalar o caos”. Começou por negar que tenha havido um aumento da criminalidade, nos últimos anos. Sabendo que a memória é curta e o que conta é a perceção do momento, socorrendo-se dos números, provou que determinados crimes − assaltos, sequestros e outros − tinham sofrido uma regressão, relativamente a anos anteriores. Reconheceu, ainda assim, que Portugal tem uma taxa de homicídios considerável, mas esclareceu que 90% dos crimes graves são cometidos por cidadãos portugueses. Explicou que, embora um imigrante seja um estrangeiro, um estrangeiro pode não ser imigrante – isto para dizer que o elevado número de estrangeiros nas nossas prisões é composto por criminosos que cometeram crimes em Portugal, mas que não viviam permanentemente e muito menos trabalhavam, necessariamente, no nosso país. Disse que um imigrante, pelo contrário, mais do que um nacional, tende a evitar cometer crimes, por saber que a perpetração de um crime pode destruir o seu sonho inicial de procurar uma vida melhor num outro país – neste caso, o nosso. Disse, ainda, que boa parte das detenções de estrangeiros decorre de correios da droga sul-americanos que passam por Lisboa, normalmente mulheres pobres, na maioria brasileiras.

Este esclarecimento, estribado em factos, estraga completamente a narrativa do Chega, e um dos seus mais recentes convertidos, o ex-social-democrata Rui Gomes da Silva, acusando o toque, apressou-se a vir a terreiro, imediatamente após se conhecer o nome do novo ministro da Administração Interna, prometendo um escrutínio severo e........

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