Prémio Laranja sem Sumo para o Governo preguiçoso em busca do tempo perdido

Ao décimo dia depois da madrugada fatal em que a tempestade Kristin varreu Portugal, Luís Montenegro veio fazer a sua terceira declaração ao País tentando recuperar de dez dias terríveis que deixaram o Governo à deriva no meio da borrasca, perdido entre a incompetência, a propaganda atrevida e a gestão caótica da emergência.

Desta vez, já não disse que ainda era necessário avaliar a situação, quando um milhão de portugueses estava às escuras, sem água nem comunicações, como fez no primeiro dia à porta da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, e já não despejou arrogância política e milhões de euros sobre a situação de calamidade declarada a contragosto, como fez no domingo, ao quinto dia, no final do Conselho de Ministros extraordinário.

Agora tentou ser empático, admitiu que vai ser necessário avaliar o que correu “menos bem” na resposta inicial do Governo e tentou convencer os portugueses de que, ao contrário do que dissera o ministro da Economia e da Coesão Territorial, as medidas de apoio anunciadas já estão mesmo a funcionar. Finalmente, para surpresa geral, até aceitou responder a questões dos jornalistas que lhe permitiram distanciar-se da tentativa de “golpe........

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