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Prémio Laranja sem Sumo para o apaziguamento sem visão para a Educação

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13.05.2026

Por entre a deriva trauliteira de Leitão Amaro ou de Rosário Palma Ramalho, a desconcertante incompetência de Ana Paula Martins, a demagogia de Castro Almeida e a inexistência de Rita Júdice ou de Margarida Balseiro Lopes, o que se tem passado no Ministério da Educação com Fernando Alexandre corresponde a um exercício meticuloso de discrição e de estratégia de desativação de minas e armadilhas.

A primeira ação de sucesso foi o desarmamento da fúria reivindicativa dos sindicatos de professores, o mais numeroso grupo profissional da função pública com cerca de 140 mil docentes do pré-escolar ao 12º ano, superando, com os recursos orçamentais que Fernando Medina não libertara anteriormente, a querela da contagem do tempo de serviço e garantindo que mais de 70% dos professores estarão em breve nos três últimos escalões de uma carreira com dez níveis.

Os pais ficaram tranquilos com a quase desaparição das greves, as notícias sem as ruidosas manifestações, Mário Nogueira reformou-se após décadas de carreira como sindicalista e André Pestana perdeu fôlego e fracassou na candidatura presidencial.

Mas as preocupações com a qualidade do ensino, a falta de resposta do sistema público em áreas sem cobertura da rede escolar ou de baixa densidade, as dificuldades dos alunos do 1º ciclo na leitura ou a degradação dos resultados no PISA desapareceram subitamente da agenda mediática.

É certo que a resposta do pré-escolar na área de Lisboa e de Setúbal deixa cerca de 10 mil de crianças de fora e que já estamos no terceiro período e o Governo continua sem saber quantos alunos não têm professor a algumas disciplinas, mas tudo isso parece interessar pouco........

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