Prémio Laranja Amarga porque Chega de Rosário a trabalhar assim

O debate sobre a revisão do Código do Trabalho culminou o processo de descaracterização do PSD e de traição aos seus eleitores, que começaram por acreditar no “não é não” de 2024, que já desconfiaram da dita equidistância de Montenegro entre a democracia europeísta do PS e o populismo de prestidigitador de feira em 2025, e que disseram, nas eleições presidenciais em 2026, que não queriam nada com a demagogia extremista.

A agenda do último ano tornou Montenegro num imitador sem rasgo do discurso populista original, desde as decisões sobre migrações que estão já a prejudicar a economia, à política fiscal amiga do imobiliário que fez disparar os preços da habitação para máximos europeus, até às cedências a uma agenda de folclore político radical, entre a proibição das burcas, a ideologia nos mastros das bandeiras dos municípios e até a ingerência em questões clínicas na Lei da Identidade de Género.

A parelha de final de ano parlamentar PSU/Código do Trabalho é demolidora para a imagem de Montenegro, mas não deixa Ventura melhor na fotografia. Rosário Palma Ramalho é a vilã secundária mas decisiva nesta versão tuga de filme noir.

A novela do Código de Trabalho foi lançada na ida do Governo para as férias do verão passado, desprezou a Concertação Social, que foi substituída por umas reuniões de parceiros disponíveis no gabinete da Praça de Londres, a alegada disponibilidade do Governo para negociar foi frustrada pela versão final que deitou fora o que já tinha sido acordado e, pelo meio, conseguiu promover duas greves gerais de grande impacto.

A PSU disfarça a preguiça do Governo em concretizar uma medida de simplificação do acesso às prestações sociais, prevista no PRR, com uma........

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