Prémio Laranja Amarga para o Governo à toa para salvar a cabeça no meio da tempestade
Ao fim de uma semana sobre a tempestade Kristin, o Governo que ignorou a Estratégia Nacional de Proteção Civil Preventiva, tal como fizera antes dos incêndios do ano passado, e que se atrasou na resposta à tragédia que só arrastado qualificou como calamidade, continua mais interessado em salvar a pele através da gestão política do que em ter uma estratégia sustentada de resposta que dê confiança aos portugueses.
A capacidade científica de antecipar fenómenos extremos é hoje bastante superior à existente nos tempos da “outra senhora”, antes dos 50 anos de democracia que André Ventura abomina e que cabe aos portugueses defender com a sua opção no próximo domingo.
Não é verdade que a depressão Kristin, na sequência de uma cadeia de vários fenómenos provenientes do Atlântico num período curto devido à retração do anticiclone dos Açores para uma posição mais a sul, tenha sido um fenómeno único no último século.
O ciclone de fevereiro de 1941 provocou mais de uma centena de mortes e destruição maciça, quer devido a ventos de 165 Km/h quer por causa das inundações que provocaram afogamentos de pessoas surpreendidas, e não avisadas pela inexistente estrutura de prevenção de riscos, sobretudo na zona de Lisboa, em Alhandra, Alhos Vedros ou Sesimbra.
As cheias de 1967 na região de Lisboa, novamente com efeitos alavancados pela falta de informação, pela falta de ordenamento do território e pela ausência de estrutura de proteção civil, terão provocada mais de 700 mortes........
