Prémio Laranja Amarga para o Estado do Governo salvo pelas férias parlamentares e pelo piedoso cronómetro de São Bento |
O ano parlamentar terminou com um penoso debate do Estado da Nação com um Governo esgotado pela falta de legitimidade política, pela ausência de uma linha estratégica para desenvolver a sua agenda, incapaz de responder às tempestades de inverno e à crise energética da primavera, e com a economia a definhar a caminho do regresso dos défices orçamentais.
Depois de um ano de braço dado com o Chega, a débâcle da reforma do Código do Trabalho deixou o Governo perdido no seu labirinto.
Paralisado pela incapacidade de estabelecer uma estratégia de diálogo que garanta a estabilidade governativa, Luís Montenegro escolheu a via da fuga para a frente com uma entrada no debate do Estado da Nação marcada pelas provocações dirigidas aos partidos da oposição de quem depende para sobreviver.
É fantástico como o Governo mais minoritário da União Europeia acha que 91 deputados em 230 lhe dão um direito divino a governar, sem fazer acordos nem cedências, exceto quando estejam em causa 620 milhões de euros de fundos europeus como sucedeu no caso da PSU.
A trapalhada da digitalização da correção dos exames do ensino secundário é uma devastadora estocada na........