Prémio Laranja Amarga para o estado de calamidade do SNS

Já passaram duas semanas desde que os ventos furiosos da tempestade Kristin se abateram sobre a região Centro, seguidos pelas inclementes chuvadas trazidas pelas depressões Leonardo e Marta, que persistem neste infindável desconsolo agora provocado por um “rio atmosférico” a que o IPMA recusa dar nome próprio.

Cerca de 35 mil casas continuam sem energia elétrica perante a normalidade imperturbável da monopolista privada E-Redes, as operadoras de comunicações que falharam em barda, e se ofenderam com o justo remoque de Marcelo Rebelo de Sousa, não dão dados sobre o restabelecimento das redes e o Governo encontra-se remetido à ação na invisibilidade, como foi anunciado pela “Comandante Operacional” cessante Lúcia Amaral.

Depois da ausência de medidas preventivas, da resposta tardia e do primado da propaganda, as únicas exceções ao novo eclipsar do Governo são a expedição naval solidária de Graça Carvalho à aldeia de Valada, isolada há mais de uma semana à beira do Tejo, e a visita fugaz de Pinto Luz às estradas destruídas da Arruda dos Vinhos, que nem sequer teve eleições no domingo passado, mas continua esquecida na lista de municípios em situação de calamidade.

Os heroicos Leitão Amaro, Castro Almeida e José Manuel Fernandes passaram à clandestinidade, resguardados pelos anúncios de que os apoios à reconstrução de casas até 5 mil euros (reparações baratinhas…) deverão começar a ser pagos na próxima semana, de que os apoios aos agricultores só contam com 40 milhões de euros e........

© Visão