Prémio Laranja Amarga para a rendição do MAI à estratégia Spinumviva
O modelo de gestão da sobrevivência que marca a governação de Luís Montenegro está a revelar-se cada vez mais perigoso para a saúde da democracia.
Tendo chegado ao Governo, quando poucos no PSD acreditavam nas suas potencialidades, devido a um golpe institucional resultante da convergência tática entre o Ministério Público e Marcelo Rebelo de Sousa, tem revelado uma penosa ausência de vocação transformadora, resultados económicos medíocres, uma gestão eleitoral das finanças públicas e um único desígnio – a sobrevivência no poder.
Com Luís Montenegro, os padrões éticos da gestão pública degradaram-se profundamente, passando a ser normal o convívio com a acusação criminal de responsáveis políticos, a manutenção em funções de responsáveis políticos arguidos em processos penais pelo exercício de funções públicas e a banalização da legitimação eleitoral de práticas duvidosas.
O modelo passa por começar por desvalorizar notícias constrangedoras, reduzir o escrutínio político à dimensão de confrontos entre claques insuscetíveis de esclarecimento, conversão ou arrependimento, evitar até ao limite dar explicações, ou deliberadamente promover a confusão para criar cortinas de fumo, e, no final, achar que os resultados eleitorais, ou as sondagens, legitimam e absolvem todas as práticas escabrosas.
É obvio que de um primeiro-ministro que criou uma empresa familiar com sede na sua residência, para desenvolvimento de atividades para as quais não se lhe conhecem especiais qualificações, que continuou a faturar a empresas da sua região de origem, como a Solverde, ou de empresários amigos como o gasolineiro pai do atual........
