Prémio Laranja Amarga para a economia de avestruz |
O Governo, que andou o fim de semana a celebrar os dois anos do desinspirado mandato, preparava-se para iniciar a semana com uma discreta sensação de alívio devido à primeira baixa dos preços dos combustíveis desde 28 de fevereiro, quando Donald Trump decidiu atacar o Irão para desviar atenções do caso Epstein e do chumbo pelo Supremo Tribunal Federal das alterações tarifárias proclamadas no “Dia da Libertação”.
Ao fim de seis semanas de guerra e do assassinato de parte da liderança iraniana, com destaque para o líder supremo Ali Khamenei, parece que os problemas se multiplicam e todos os objetivos estratégicos estão por alcançar. Nem o regime teocrático foi derrubado, nem o povo iraniano saiu à rua a apoiar os bombardeamentos. Os Emiratos do Golfo perderam o estatuto de oásis de segurança para os negócios e o turismo e, com o inusitado bloqueio à navegação, o Estreito de Ormuz tornou-se um gargalo estrangulado que asfixia a economia global.
Portugal tem sido, até agora, o dócil colaboracionista europeu da ação militar americana, mas o Governo parece mais vocacionado para tratar de questões tão decisivas nas preocupações dos portugueses como a proibição da autodeterminação de género, a complicação do acesso à nacionalidade portuguesa ou a eleição de candidatos indicados pelo Chega para o Tribunal........