A extrema direita pagará o custo dos abusos de Trump
Professor titular da UFBA (Universidade Federal da Bahia) e autor de "Crônica de uma Tragédia Anunciada"
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Há boas notícias para candidatos, partidos e movimentos da direita radical, a começar pelo fato de que Donald Trump voltou a governar os Estados Unidos. Além disso, a extrema direita segue crescendo eleitoralmente nas grandes democracias das Américas e da Europa. Le Pen, por exemplo, aparece liderando as pesquisas de intenção de voto na França para 2027, enquanto no Chile —que recentemente viveu uma primavera progressista— multiplicam-se agora as candidaturas de extrema direita, inclusive em disputa interna sobre quem é mais radical.
No caso brasileiro, as pesquisas indicam que os que votaram na extrema direita continuam, em grande medida, prontos para repetir esse voto. E todas as esperanças de desradicalização, assim como as promessas de reconciliação nacional, já não existem ou não dão qualquer indício de que possam ser cumpridas. Isso quer dizer, no mínimo, que a ascensão da extrema direita ainda não atingiu seu teto e que há espaço para expansão.
Mas há também uma má notícia para a direita mais radical: Trump, sua principal vitrine, governa os Estados Unidos de uma maneira que desaconselha qualquer um, exceto os fanáticos, a querer ser governado assim.
Trump se elegeu com uma retórica de reação à cultura progressista. Acusações de desrespeito às liberdades de expressão e pensamento e denúncias de tentativas de........
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