Venezuela: Trump dribla as leis americanas e comete crimes de guerra

O presidente dos EUA, Donald Trump, procura não dar ponto sem nó e ter sempre uma explicação para não pedir autorização ao Congresso para atacar e submeter os adversários.

Por isso, fala sempre que os Estados Unidos não promovem nem estão em guerra. Daí, para fingir não guerrear, promove ataques rápidos e com alvos definidos, ressaltando, sem corar as faces, uma atuação necessária antiterror.

Sem buscar autorização do Congresso, Trump, até agora, atacou, destruiu e matou na Nigéria, no Iraque, no Iêmen, no Irã, no Caribe e na Venezuela.

Daniela Lima

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Para realizar a sua estratégia geopolítica e fugir de um possível impeachment por desrespeitar o Estado democrático de Direito —àquele do império da Constituição e das leis—, o presidente Trump usa, num drible arriscado, a lei autorizadora do uso das Forças Armadas sem necessidade da autorização do Congresso.

Depois de 8 de janeiro de 2001, foi aprovada e muito empregada, para situações emergenciais, a AUMF (Autorização para Uso de Força Militar).

Essa lei admite a intervenção imediata contra organizações terroristas que ameaçarem os EUA. Foi usada contra a Al-Qaeda e, também, para atacar os talebãs, pelo favorecimento e proteção alqaedista no Afeganistão.

Também restou empregada em 2003 para o atacar o Iraque, com a farsa de o regime de Saddam Hussein possuir armas de destruição em massa.

Trump, que já havia usado a AUMF no primeiro mandato, passou a usá-la, no seu segundo,........

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