Como a CIA e o serviço secreto de Israel eliminaram o 'símbolo do mal' |
Como a CIA e o serviço secreto de Israel eliminaram o 'símbolo do mal'
As duas potentes agências de inteligência, a CIA (Central Intelligence Agency) e o Mossad (Instituto de Inteligência e Operações Especiais do estado de Israel), uniram-se para atingir e eliminar um alvo de excelência, que seria o carro-chefe da propaganda de guerra.
Quando duas agências do porte de CIA e Mossad unem-se para execução de uma operação específica, prioritária, a possibilidade de êxito, como calculam experientes 007, atinge os 90%.
Pelo acertado pelas forças bélicas dos EUA e Israel, a guerra contra o Irã teria início com o assassinato de Ali Hosseini Khamenei, o Guia Supremo da teocracia, no poder desde de junho de 1989.
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O Irã, faz tempo, era considerado internacionalmente "estado-pária". Uma teocracia financiadora do terrorismo internacional, com objetivo hegemônico no Oriente Médio e metas de acabar com o estado de Israel e minar, interna e externamente, os EUA, considerado o Grande Satã, desde o tempo da revolução liderada pelo Ruhollah Khomeini.
Mas, entenderam os chefes dessa guerra iniciada no sábado, Donald Trump e Benjamin Netanyahu, de haver necessidade de mostrar ao mundo um encarnado "símbolo do mal" e, para os estrategistas e propagandistas da guerra, Khamenei era esse símbolo.
Cabeças conhecidas, como por exemplo Saddam Hussein, Muammar Gaddafi, Nicolás Maduro, contam mais do que o uso propagandístico do nome de estado nacional.
A chamada unidade 8.200 do Mossad já estava bem infiltrada em Teerã.
Em julho de 2024, por ocasião da posse do atual presidente do Irã, o Mossad mandou aos ares o chefe da articulação política do Hamas no exterior, Ismael Haniyeh, que não vivia na faixa geográfica de Gaza.
Agentes do Mossad ingressaram no hotel de trânsito administrado pelos pasdarans, membros da Guarda Revolucionária iraniana. Colocaram explosivos no quarto do hóspede Haniyeh e, quando do seu ingresso, ocorreu a explosão fatal.
Haniyeh era considerado o ministro das Relações Exteriores do Hamas. Em Gaza, foi o primeiro a discursar em júbilo ao massacre terrorista de 7 de outubro de 2023, feriado judaico de Simchat Torá.
Como se percebe, o nível de infiltração do Mossad na capital iraniana era considerável.
Mas, para matar Khamenei, abrigado no terceiro subsolo do complexo do Grande Guia, eram indispensáveis a tecnologia, a informação e o fator humano.
O Mossad iniciou o denominado hackeamento cibernético obtendo, em tempo real, as imagens das principais vias urbanas de Teerã.
Logrou obter filmagens de período superior a três anos. Vigiou ingressos e saídas do bunker de Khamenei. Cruzou dados. Identificou os comboios e os veículos de generais, aiatolás e funcionários. Teve acesso aos registros de visitas e à agenda de Khamenei.
Os experts do Mossad reconstruíram os movimentos da guarda, os percursos, os horários.
Todo o trabalho de levantamentos e conclusões foi enviado à CIA. E a CIA, com os militares, programou o ataque, em dia, local e hora sob aviso do Mossad.
Para se ter ideia, de um dos chefes da espionagem vazou a seguinte frase: "Conhecemos Teerã como conhecemos Jerusalém".
Os 007 do Mossad deram o sinal de ataque, pois imaginavam estar Khamenei no seu escritório de trabalho, no terceiro subsolo.
De pronto, caças F-15 lançaram 30 mísseis tipo 'black sparrow'.
Com o bombardeamento, os militares e técnicos concluíram pela morte de Khamenei, pois era impossível alguém sair com vida. A confirmação, com o encontro do corpo, veio logo depois.
A segunda ação complementar aconteceu na noite de ontem.
Mais de 90 aéreos de Israel arremessaram 250 bombas em locais estratégicos, como a sede do Conselho Supremo onde reúnem-se os 86 clérigos que foram a Assembleia dos Guardiães e o centro de adestramento dos pasdaran, a Guarda Revolucionária.
Num pano rápido, CIA e Mossad, unidos, deram o pontapé inicial da guerra.
Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.
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Vander Aparecido de Araujo
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