A força do direito prendeu Bolsonaro, mas não funciona com Trump

Nem Donald Trump, nem Jair Bolsonaro conhecem a preciosa frase legada pelo jurista, jornalista, político e diplomata Rui Barbosa, falecido em 1923: "A força do direito deve superar o direito da força".

Bolsonaro quis, na força bruta, dar um golpe de Estado depois de perder eleições livres e limpas. Tentou a ruptura institucional com a cooptação das Forças Armadas.

Os comandantes do Exército e da Aeronáutica da época não traíram o juramento à Constituição e apostaram todas as fichas na "força do direito".

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O almirante Almir Garnier, então comandante da Marinha, prometeu colocar as forças para lutar de modo a garantir o golpe de Estado pró Bolsonaro. Errou no cálculo, perdeu e está condenado e preso. Talvez, e tempo não lhe faltará, medite sobre a frase de Rui Barbosa.

Bolsonaro insistiu no golpe e aventurou-se no 8 de janeiro de 2023. Usou seus eleitores radicais e antidemocráticos — enganados por ele — como massa de manobra. Manteve a sua inabalável crença no poder da força sobre a "força do direito".

Prevaleceu, no entanto, a "força do direito". Bolsonaro e os membros da linha de frente da organização criminosa constituída foram condenados pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Além das pesadas sanções privativas de liberdade e multa, os membros do núcleo duro do golpismo — todos sob a liderança de Bolsonaro — amargaram, como efeito da condenação, a perda da........

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