Mães que navegam também ensinam o mundo a cuidar |
Mães que navegam também ensinam o mundo a cuidar
Quando olho para trás e vejo a menina sentada na Pedra do Arpoador, em Ipanema, observando navios desaparecerem no horizonte, penso que talvez tudo já estivesse escrito ali. Eu não sabia exatamente para onde aqueles navios iam, mas sentia que uma parte de mim queria segui-los.
Sonhava em descobrir outros mundos, viver aventuras como as dos livros de Júlio Verne e entender os mistérios do planeta. Naquela época, eu dizia que era uma sereia que havia perdido as nadadeiras e ganhado pés. Hoje, às vésperas de completar 80 anos, depois de quatro voltas ao mundo a bordo de um veleiro, continuo acreditando nisso.
A vida me levou para o mar de uma forma definitiva quando nossa família decidiu trocar a terra firme por um veleiro. Sim, essa foi uma escolha de todos nós. Era 1984. E lá se vão 42 anos de muitas aventuras, histórias e aprendizados. Mas talvez a maior lição ainda seja compreender que fazemos parte da natureza e que o oceano não é apenas paisagem. Ele é vida.
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