Airbus vê chance de A350 voltar a voar no Brasil e na América Latina |
Airbus vê chance de A350 voltar a voar no Brasil e na América Latina
A Airbus quer fazer o A350 voltar a voar na América Latina. A empresa vem apresentando o modelo a operadores da região e diz estar confiante de que ele voltará a voar por aqui.
Anteriormente, o jato já foi operado pela Latam Brasil e pela Azul Linhas Aéreas (veja mais aqui). No primeiro caso, os jatos foram encomendados na primeira década do século e começaram a operar apenas em 2015, quando a empresa ainda era a Tam (antes da fusão com a chilena Lan, que deu origem à Latam).
O modelo foi aposentado da companhia em 2021, após várias unidades deixarem de voar devido à pandemia. Já a Azul operou o modelo a partir de 2022, mas encerrou sua utilização após pouco mais de um ano. Na empresa, ele voava, principalmente, na rota entre o aeroporto de Viracopos (em Campinas/SP) e Paris (França), via o aeroporto de Orly.
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Hoje, só é possível voar no modelo a partir do Brasil em companhias de outras regiões, como Turkish Airlines, Ethiopian Airlines, Iberia, British Airways, Lufthansa e ITA Airways.
Embora não voe mais por aqui sob bandeira brasileira (apenas companhias estrangeiras usam o modelo regularmente), Damien Sternchuss, vice-presidente e chefe de marketing de companhias aéreas da Airbus para a América Latina e o Caribe, acredita que o modelo é ideal para a região.
Entre os modelos de fuselagem larga e corredor duplo, os dominantes na região são os Boeing 787 e 777, operados pela Latam, além do Airbus A330, operado hoje pela Azul e, em breve, pela Gol.
Embora seja o modelo mais moderno e tecnológico da Airbus nesse segmento, a ausência do A350 na América Latina seria apenas uma questão de tempo, segundo o executivo.
"Eu acho que o avião é adequado para esse mercado hoje. Hoje vemos o A350 voando no Brasil com companhias estrangeiras. Eu não diria que a aeronave não está pronta para o mercado brasileiro, porque grande parte do tráfego que essas companhias europeias capturam também se origina no Brasil", afirma.
Para o executivo, o crescimento do tráfego internacional nas próximas décadas deve reforçar essa tendência. A Airbus projeta expansão constante nos mercados maduros, como América do Norte e Europa, entre 2,7% e 3,1% ao ano, o que exigirá aeronaves maiores e mais eficientes para atender ao aumento da demanda.
Nesse cenário, o A350 aparece como uma alternativa para ampliar capacidade e substituir aviões de gerações anteriores, além de ajudar as companhias aéreas em suas metas de descarbonização, afirma o executivo da Airbus.
Ele também avalia que o fato de o A350 não estar voando atualmente sob bandeiras brasileiras não necessariamente será permanente. Na visão do executivo, o crescimento do tráfego internacional no longo prazo pode abrir espaço para o retorno do modelo às frotas nacionais.
Na área de carga, a Airbus decidiu lançar o A350 Freighter como um cargueiro desenvolvido diretamente de fábrica, em vez de apostar, inicialmente, em conversões de aviões de passageiros. Esse tipo de conversão costuma ocorrer em programas mais antigos, quando existe grande disponibilidade de aeronaves usadas que podem ganhar uma segunda vida no transporte de carga.
"Normalmente, quando se lançam conversões de aviões de passageiros para cargueiros, é para dar uma segunda vida a um produto bem-sucedido", afirma Sternchuss, lembrando que esse é o caso de modelos como os da família A320 e o A330, que contam com uma ampla base instalada e passaram a ser convertidos ao longo do tempo.
Os cargueiros da empresa, como, por exemplo, o A330 (operado pela Avianca, entre outras) e o A321 (operado pela Azul, entre outras), são modelos chamados P2F, ou seja, Passenger to Freighter (de avião de passageiros para cargueiro).
Nesse caso, aviões de passageiros, principalmente os mais antigos, são convertidos em versões cargueiras, tendo em vista que nem sempre vale a pena o custo de modernizá-los para a operação e o conforto exigidos no transporte de passageiros.
Como o A350 ainda é considerado um programa relativamente jovem e já acumula mais de 1.500 pedidos, a Airbus optou por desenvolver diretamente uma versão cargueira dedicada. E, justamente por ser mais recente, o modelo traz ganhos relevantes de eficiência operacional, com menor consumo de combustível, redução de emissões de poluentes e níveis mais baixos de ruído.
Ele terá alcance de até 8.700 km, o equivalente a cerca de 10 a 11 horas de voo sem escalas com carga máxima. Outro destaque é a capacidade de carga útil, que pode chegar a 111 toneladas.
Sternchuss explica que a estrutura do A350, construída com ampla utilização de materiais compostos e fibra de carbono, permite acomodar grandes volumes de carga mantendo boa eficiência estrutural. O avião também contará com uma grande porta de carga.
"É a maior porta que você pode encontrar" entre os grandes cargueiros, afirmou, o que facilita o transporte de cargas volumosas, como motores de aeronaves, além de ampliar a versatilidade para diferentes tipos de operação, incluindo o transporte de animais vivos e veículos automotores.
O programa já ultrapassou a marca de 81 encomendas desde o lançamento, e a entrada em serviço do modelo está prevista para o segundo semestre de 2027. No fim de 2026, a convite da Airbus, o UOL visitou a linha final de montagem da Airbus, em Toulouse (França), onde pôde ver o avião sendo concluído antes de sair da fábrica para realizar os testes de certificação.
Entre as principais empresas que encomendaram o modelo se destacam:
Air China Cargo (China): Seis encomendas
Air France (França): Três encomendas
Etihad Airways (Emirados Árabes Unidos): Dez encomendas
Korean Air (Coréia do Sul): Sete encomendas
Singapore Airlines (Singapura): Sete encomendas
Starlux Airlines (Taiwan): Dez encomendas
Turkish Airlines (Turquia): Cinco encomendas
Atualmente, a família A350 conta com duas versões principais de passageiros. A mais difundida é o A350-900, considerada hoje a variante mais popular entre os clientes da Airbus.
Dependendo da configuração de cabine adotada por cada companhia aérea, a aeronave pode transportar entre 300 e cerca de 360 passageiros. O modelo pode alcançar densidades ainda maiores em configurações específicas, dependendo da estratégia comercial do operador.
Já o A350-1000 é a versão de maior capacidade dentro da família. Ele pode levar até 480 passageiros se for configurado em classe econômica de alta densidade.
Capacidade: De 350 a 410 passageiros (na configuração padrão em três classes), podendo comportar até 480 lugares
Comprimento: 58 metros
Envergadura: 64,8 metros
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