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Filho de Gilmar Mendes vira o cartola mais poderoso da CBF

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09.07.2026

Filho de Gilmar Mendes vira o cartola mais poderoso da CBF

Um pênalti perdido contra a Noruega no primeiro tempo. A seleção eliminada da Copa do Mundo depois da pior campanha em meio século. O Brasil inteiro decepcionado. E a porteira de críticas à CBF (Confederação Brasileira de Futebol) aberta. Escancarada.

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes, torcedor do Santos, não perde a piada. "Vou reclamar com o Francisco", brinca, entre amigos.

Francisco Schertel Mendes, seu filho de 41 anos, é o mais novo e poderoso cartola brasileiro.

O cargo formal que ocupa desde janeiro no ecossistema do futebol parece discreto diante do poder que de fato exerce: vice-presidente da Federação Matogrossense de Futebol.

Mas foi com esse mandato que Francisco passou a ter assento na assembleia da CBF, direito a voto e influência.

Não é só isso. Ele é hoje o único brasileiro membro do comitê disciplinar da Fifa —aquele que anulou o cartão vermelho do jogador americano Balogun após pedido do presidente Donald Trump. Segundo Francisco disse a aliados, a decisão não foi deliberada por todos os membros e não o incluiu.

Francisco é também "patrono" da CBF Academy, braço acadêmico da confederação, em parceria feita desde 2023 com o IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa), fundado por Gilmar e comandado pela família —o filho é diretor-geral.

Bastaria dizer que o presidente da CBF, Samir Xaud, é egresso da CBF Academy. Mas a influência não se restringe a isso.

Com indicados espalhados pelos departamentos da confederação e aliados em postos-chave da gestão, Francisco é a voz mais influente nos principais debates da CBF hoje.

Por ser filho do ministro do STF e poderoso na CBF, carrega a fama —para o bem e para o mal.

Dirigentes de federações pelo país dizem reservadamente que a presença do filho do ministro intimida. São poucos os que têm coragem de contrariar ou contestar os Mendes, e ainda assim se o fazem é com máxima discrição.

"A turma de Brasília"

Apesar da queda precoce na Copa, não há assunto que mobilize mais as rodas do esporte que a disputa de bilhões de reais entre cartolas e a Faria Lima na formação de uma liga profissional que organize o Campeonato Brasileiro.

A turma de Francisco está integralmente dedicada a rescindir os contratos da FFU (Futebol Forte União), um bloco que negocia os direitos de transmissão da maioria dos clubes das séries A e B.

Com a corretora XP entre os investidores, a FFU fechou um acordo de 50 anos com os clubes, que agora começam a desistir do contrato, considerando-o um mau negócio.

A mudança de posição dos clubes é resultado do esforço da "turma de Brasília", como é conhecido o grupo de Francisco. Com advogados e gestores na equipe, eles se reuniram individualmente e, duas vezes, com todos os representantes dos 40 clubes do Brasileirão.

O objetivo é desfazer os blocos existentes e formar uma liga profissional única com os........

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