Luiz Peniza: aposta na juventude e apoio às veteranas

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Assim que soube que circulava a notícia de que Beatriz Haddad Maia não disputaria a próxima etapa Billie Jean King Cup, procurei o capitão brasileiro, Luiz Peniza, para confirmar a informação e falar sobre a convocação de Victoria Barros e saber mais sobre como ele via as chances do país nesse Zonal americano que de aproxima.

De 8 a 11 de abril, em Ibagué, na Colômbia, o time brasileiro disputará o Zonal das Américas (espécie de segunda divisão da BJK Cup), que classifica dois países para os playoffs de novembro, quando será determinado quem subirá para a divisão principal do evento. Victoria, convocada para o lugar de Bia, se junta a um time que já tinha outra tenista de 16 anos em Nauhany [Naná] Silva e duas atletas mais experientes: a medalhista olímpica e top 10 de duplas Luisa Stefani e a gaúcha Gabriela Cé, de 33 anos.

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É justamente nesta mescla de juventude e experiência que Peniza aposta suas fichas. O capitão, aliás, ressalta que é preciso ter compreensão com as atletas mais experientes que optaram por não defender o Brasil no momento. É o caso de Bia, que vive má fase, e de Carol Meligeni e Laura Pigossi, que tentam se classificar para o qualifying de Roland Garros.

Confira abaixo como foi nossa conversa:

A Bia não jogou a Billie Jean King Cup na Austrália, e você convocou a Naná, o que eu achei ousado, mas se mostrou certo. Ela jogou muito bem. Agora a Laura não vai, também não tem a Carol. Quem entra no lugar da Bia e como você vê o time para essa série?

Uma das coisas importantes sobre a Billie Jean King Cup nessa nova realidade é essa mescla de experiência com as meninas mais novas. Hoje a gente tem meninas novas, tanto é que tanto a Naná quanto a Victoria fizeram a final do Banana Bowl e vêm com processos bem organizados. Isso faz com que elas tenham essa oportunidade de poder entrar numa BJK Cup, com a experiência das demais jogadoras, que já estão há bastante tempo nesse grupo, e a gente conseguir ter uma equipe bastante forte para disputar esse zonal.

Sobre a Victoria, então, foi resolvida a questão do patrocínio?

Sim. A gente teve um trabalho bastante árduo de todo mundo para conseguir resolver essa questão e, pontualmente, para esta Billie Jean King, a gente conseguiu resolver [Victoria não vinha sendo convocada porque o acordo com a Nike impedia a tenista de vestir outras marcas em seu uniforme - desta vez, segundo a CBT confirmou ao Saque e Voleio, a adolescente vai treinar com o uniforme da CBT, produzido pela Wilson e contendo as marcas dos patrocinadores e, nas partidas, usará uniforme da Nike e demais marcas pessoais].

Imagino que você não vá me dizer agora quem serão as titulares, mas você está confiante que é um grupo que pode chegar lá sem a Bia e sem a Laura e competir num nível bom o bastante para classificar?

O que muda nessa BJK Cup? Como é um confronto de quatro dias, com dois grupos de quatro, a gente vai muito de acordo com o que a semana for nos mostrando. Quando é um confronto de dois dias, muitas vezes tu começa com um time já definido. Mas num Zonal com dois grupos de quatro, com três confrontos dentro do grupo, acontece muita coisa. Tem simples e duplas, e às vezes durante a semana precisa encontrar alguma adaptação importante dentro do time.

Você já estava aqui em Miami, mas conseguiu acompanhar alguma coisa do Banana Bowl?

Na realidade, no Banana, a gente teve ações do programa de desenvolvimento e tinha um treinador da CBT no Banana Bowl, que foi o Rodrigo Ferreiro. Ele acompanhou tanto a Juniors Cup [antiga Copa Gerdau] quanto o Banana Bowl. A gente estava em contato todos os dias.

Que avaliação vocês fizeram das duas nesses dias?

A gente já vinha acompanhando elas desde 3-4 anos atrás. Elas fazerem a final de um torneio grande no Brasil é importante, mas, ao mesmo tempo, também não é uma coisa que a gente não esperava. Elas estão bem competitivas a nível mundial jogando juvenil, tanto é que a Naná jogou na Austrália no ano passado [na Billie Jean King Cup] e teve boas atuações. Ganhou de uma top 250, que foi a portuguesa Matilde Jorge, e depois fez um bom jogo contra a australiana [foi derrotada por Kimberly Birrell em três sets]. Então elas vêm mostrando nesses dois últimos anos que estão num nível competitivo dentro dos juniores.

Como foi a conversa com a Bia?

Conversamos aqui [em Miami] por volta de 1h30min. Bastante. No dia do jogo, a gente ficou acompanhando ela de perto. Acho que é o momento de ela parar um pouco, de ela poder se reorganizar, treinar umas 2-3 semanas para, depois, voltar a competir mais forte. Acho que como o tênis é uma competição semana atrás semana, é importante a gente sempre respeitar o momento da jogadora e tentar dar o suporte para o que ela precisar. Muitas vezes, é por uma coisa negativa - ela não ir para a BJK Cup - mas ao mesmo tempo o suporte faz com que ela consiga se preparar para numa próxima oportunidade ela conseguir estar forte junto com a gente. E a gente tem que assumir e colocar novas jogadoras, uma nova equipe e dar experiência para essas jogadoras nessas competições. Isso é importante a longo prazo também.

A Laura e a Carol não quiseram ir quando você fez a primeira convocação?

O que acontece com essa data? É a última semana que conta para [o ranking que define quem joga] Roland Garros. E elas estão ali, na beira, para poder entrar no qualifying [Carol Meligeni é #257 do mundo, enquanto Laura Pigossi está no posto de #210]. É como eu te falei: a gente também tem que ter esse entendimento das carreiras individuais das jogadoras e ar o suporte para elas. Elas sempre foram pessoas que estiveram disponíveis para a BJK Cup, então é uma decisão que se tomou, mas a gente também dá suporte nesse sentido.

Como foi esse processo de volta da Gabi?

Eu tenho um relacionamento com ela de muito tempo. Ela é uma pessoa que tem um alto astral muito bom. Quando se agrega à equipe, ela consegue manter um ambiente muito positivo. E ela também vem com grandes resultados nos últimos seis meses. Dois dias atrás, ela ganhou da Niemeyer [alemã Jule Niemeier, ex-número 61 e atual #330], que joga um bom tênis. Então ela vem ganhando bons jogos em torneios W75 na Europa. Isso credencia ela a esse retorno importante. E a gente consegue manter essa mescla de experiência com juventude. Ela vai ser super importante nisso também.

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