Alcaraz x Fonseca: como o brasileiro será testado pelo número 1 do mundo

Alcaraz x Fonseca: como o brasileiro será testado pelo número 1 do mundo

Dez dias depois de encarar Jannik Sinner de igual para igual em Indian Wells, João Fonseca entra em quadra no Masters 1000 de Miami para enfrentar o outro extraterrestre do tênis atual: Carlos Alcaraz, o número 1 do mundo. Desafios com nível de dificuldade parecido, mas com obstáculos bem diferentes.

Contra Sinner, o brasileiro de 19 anos precisava impor sua direita, evitando as trocas contra a poderosíssima esquerda do italiano. Nesta sexta-feira, João terá de encontrar soluções para um trio de armas um tanto distintas. Uma direita talvez tão poente quanto a sua, mas com mais variações; uma capacidade de defender e contra-atacar sem igual no circuito; e uma imprevisibilidade - seja com curtinhas, slices, ângulos ou "apenas" variando o spin - que tem o potencial de colocar cabeças adversárias em parafuso.

Sinner é eficiente como uma máquina, mas seu jogo é mais previsível. Em tese, é mais fácil preparar um plano de jogo (executá-lo é o grande problema). Alcaraz é fabuloso de uma maneira distinta. É capaz de jogar um nível acima do italiano, mas também é mais suscetível a altos e baixos (que, justiça seja feita, já foram mais frequentes no passado).

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Ver Alcaraz do outro lado da rede logo na segunda rodada de um torneio não é o cenário dos sonhos de ninguém. Por outro lado, é mais uma oportunidade para Fonseca medir seu tênis e entender melhor a distância para a elite atual do esporte. É o momento de observar: 1) se a direita de João é capaz de levar vantagem sobre o forehand do número 1 do mundo; 2) se o carioca é capaz de encontrar soluções e fazer as escolhas de golpe adequadas diante da imprevisibilidade de Alcaraz; e 3) se Fonseca consegue repetir o nível mostrado em Indian Wells em outra partida sob os holofotes do mundo do tênis (mesmo vindo de uma apresentação competente, mas nada espetacular na estreia).

Será? As respostas serão importantes.

Coisas que eu acho que acho:

- Qual a relação entre o jogo desta sexta e a exibição que Fonseca e Alcaraz fizeram também em Miami, em dezembro do ano passado? Nenhuma. Simples assim.

- A pressão está do lado de Alcaraz, que é favorito a tudo hoje em dia. Para ele, contudo, é um encontro nada simples. Nunca é fácil estrear contra um adversário que já fez uma partida no torneio. E quando esse rival tem armas poderosas como as de Fonseca, o cabeça de chave costuma ter grandes dores de cabeça.

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