Robôs, sereias e um feliz 2026

Escritor e jornalista, autor de "Escrever É Humano" e "O Drible"

Recurso exclusivo para assinantes

assine ou faça login

benefício do assinante

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

benefício do assinante

Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

Recurso exclusivo para assinantes

assine ou faça login

"Pois nunca por nós passou nenhum homem na sua escura nau que não ouvisse primeiro o doce canto das nossas bocas; depois de se deleitar, prossegue caminho, mais sabedor", diz a IA.

Não, espera. Quem diz isso não é nenhuma IA, são as duas sereias que tentam Odisseu, também conhecido como Ulisses, no canto XII da Odisseia. (A bela tradução é de Frederico Lourenço, edição da Companhia das Letras.)

É claro que, tendo se apropriado na mão grande de milhares de anos de patrimônio artístico, o robô pode, se quiser, falar com a voz de Homero. Ou com qualquer outra. Todo mundo não achou legal fazer autorretrato plagiado do Studio Ghibli?

E assim o robô e as sereias cantam em uníssono seu canto irresistível. Como aquelas criaturas fantásticas nascidas milhares de anos antes de Cristo,........

© UOL