Com risco de inflação global, quais aplicações protegem seu patrimônio? |
Com risco de inflação global, quais aplicações protegem seu patrimônio?
Apesar do cessar-fogo acordado entre Estados Unidos, Israel e Irã, o risco de inflação global permanece.
Primeiro porque o conflito não acabou. O que houve foi uma trégua de duas semanas para tentar chegar a um acordo.
Em segundo lugar, mesmo se a guerra se encerrasse agora, dificilmente o preço do petróleo voltaria aos patamares verificados antes do conflito, pois firmou-se a ideia de que, a qualquer momento, novos momentos de tensão podem ocorrer.
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A guerra gerou um risco de inflação global desencadeada pelo aumento do preço do petróleo e dos fertilizantes.
O motivo da alta é o bloqueio de rotas de navios no Oriente Médio, dificultando o fornecimento dessas mercadorias a diversos países.
O Brasil é especialmente afetado, pois importa entre 80% e 90% dos fertilizantes utilizados, segundo a Anda (Associação Nacional para Difusão de Adubos).
Assim, quanto mais tempo durar a guerra, maiores as chances de pressão inflacionária nos alimentos, nos transportes e, consequentemente, em toda a economia.
A resposta à pressão inflacionária, em geral, é a manutenção dos juros altos pelos bancos centrais de todo o mundo, inclusive do Brasil.
Como ficam os investimentos?
No Brasil, o ciclo de queda da taxa básica de juros, a Selic, pode ser afetado. Ou seja, é possível que os juros caiam menos do que o previsto.
No final de fevereiro, a expectativa de analistas consultados pelo Banco Central era de que a Selic caísse para 12% ao ano até o final de 2026. Hoje, a previsão mudou para 12,5%.
Isso significa que investimentos pós-fixados vão continuar rendendo bem. Já os prefixados e os indexados à inflação tendem a sofrer mais volatilidade, ou seja, se tornam menos previsíveis e, portanto, mais arriscados.
Para curto e médio prazo
Para investimentos com prazo de até um ano, os mais seguros são os pós-fixados. Eles seguem a taxa Selic, que, mesmo em trajetória de queda, dificilmente ficará abaixo de 12% ao ano até o final de 2026.
Entenda como as mudanças no mercado e na economia afetam o seu bolso. Toda quinta
Já os prefixados e os indexados à inflação podem tanto render muito quanto gerar prejuízo. Caso a guerra termine mais rápido do que o previsto e deixe menos sequelas na inflação global, esses papéis podem gerar um lucro extraordinário este ano.
Mas, se a guerra se estender, os prefixados e indexados à inflação podem gerar perdas significativas. Portanto, não são para quem busca proteção, mas sim para quem deseja especular.
E um detalhe: quando eu digo que os pós-fixados são os mais seguros no momento, não me refiro a qualquer pós-fixado, mas apenas ao Tesouro Selic e aos CDBs, às LCAs e às LCIs de grandes bancos.
Para quem faz investimentos de longo prazo, os títulos que melhor garantem a manutenção do poder de compra são os indexados à inflação - desde que o investidor possa manter o dinheiro aplicado até a data de vencimento.
Especificamente, os títulos do Tesouro Direto do tipo Tesouro IPCA acabam sendo as opções mais seguras.
Já para investidores que aceitam um risco maior, os fundos imobiliários e as ações continuam no radar, principalmente com a possibilidade de queda da Selic no longo prazo.
Não é recomendado, no entanto, aplicar nesses ativos sem o conhecimento de todos os riscos envolvidos.
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