Perguntei em 'on' a Esteves: 'Você quer derrubar Moraes?' Segue a resposta |
Telefonei para André Esteves, que comanda o banco BTG Pactual, e perguntei: "Você quer derrubar o ministro Alexandre de Moraes?". Deixei claro: "André, não estou fazendo pergunta em 'off' para resposta em 'off'. A indagação é feita em 'on' para resposta idem". Ele me disse: "Esse boato é absurdo; claro que não!"
Antes que eu prossiga sobre o diálogo ao telefone, algumas considerações importantes.
EXCESSO DE "OFFS" E CARÊNCIA DE "ONS"
Na história da liquidação do Master pelo Banco Central, há um excesso de "offs" e uma carência de "ons". Querem um exemplo? Na véspera da acareação determinada pelo ministro Dias Toffoli, coisas sem sentido são ditas a jornalistas, que as reproduzem: como ela seria ilegal, caberia um Mandado de Segurança. Goste-se dela ou não, ilegal, obviamente, não é, e inexiste MS contra decisão de membro da corte -- repito: goste-se desta ou não.
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Quem acompanha o que escrevo a respeito sabe os dois pontos em que tenho me fixado: 1) é espantoso que se tente usar esse caso para tentar derrubar ministros do STF — num primeiro momento, Alexandre de Moraes é o alvo — ou 2) para inovar de modo teratológico o jornalismo profissional: não havendo prova material de que "A" cometeu um crime em conversa com "B"; ambos negando que a prática criminosa tenha existido, cobra-se do acusado, no tribunal informal da imprensa ou das redes, que se defenda da acusação feita por fontes anônimas.
Há quem ache que derrubar ministro do Supremo, ainda que num processo de linchamento sem provas, fortalece a democracia. Eu acho que enfraquece. Há quem pense que sustentar tal linchamento com ancoragem em fontes anônimas fortalece o jornalismo. Eu acho que enfraquece. Se, como dizem, o tribunal dos togados não pode ser um "suprapoder", acima das regras, o da imprensa que acusa também não. Já vimos isso na Lava Jato e conhecemos as........