Acareação Master-BRB-BC, gato quântico, Santo Tomás e a onipotência de Deus

Lá vou eu, mesmo nas férias. Acontece todo ano.

Ainda não entendi — e não entendi mesmo; não estou exercendo o papel do falso sonso — por que se considera, sei lá como chamar, "indelicado" fazer a acareação entre Daniel Vorcaro, ex-comandante do Banco Master, que foi liquidado; Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, e Ailton de Aquino, diretor de Fiscalização do Banco Central.

Observem que emprego o adjetivo "indelicado". Poderia substituí-lo por deselegante, mal-educado, insolente, atrevido, grosseiro... E continuaria a não ser o meu ponto de vista. Procurei ler e ouvir o que colunistas e "especialistas" inconformados disseram a respeito da acareação. Nenhum deles chama o procedimento de "ilegal", que admite um único sinônimo: ilícito — e, ainda assim, impreciso.

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Samir Carvalho

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Sakamoto

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Ricardo Kotscho

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Se ilegal não é; se nem ilícito chega a ser, então me digam: qual é o problema de se fazer a acareação? "Ah, mas em pleno recesso judicial?" Insisto: é ilegal? Em que isso interfere no resultado? "Acarear", como sabem, consiste em pôr as partes "cara a cara". A propósito: o BC é ou não é uma parte no processo de liquidação do Master?

"Ah, mas isso rebaixa o BC e interfere em sua autonomia..." Mas por quê? Santo Tomás de Aquino respondeu, com acerto, que o Altíssimo é........

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