BYD Atto 8 tem porte, potência e tecnologia de Volvo por R$ 280 mil a menos |
BYD Atto 8 tem porte, potência e tecnologia de Volvo por R$ 280 mil a menos
Você se lembra de quando a BYD começou a vender carros de passeio no Brasil, em 2023? Na ocasião, a montadora lançou modelos como Han e Tan. Elétricos, tinham preços que, até então, ninguém imaginava pagar por um modelo chinês: chegavam a custar R$ 500 mil.
Eles nunca venderam bem. Afinal, ninguém quer pagar R$ 500 mil nem mesmo em carro elétrico de marca de luxo. Porém, Han e Tan foram fundamentais para a imagem das marcas chinesas no Brasil, ao mostrarem a qualidade e tecnologia que esses asiáticos são capazes de entregar.
Neste 2026, a BYD lançou o Atto 8. A fórmula é a mesma dos seus antecessores totalmente elétricos: porte, luxo, tecnologia. Porém, desta vez há algo muito importante: o carro é híbrido plug-in. Esta solução o brasileiro não apenas quer, como também tem coragem de, nela, investir montantes mais altos.
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Assim, o BYD Atto 8 traz dimensões, potência, tecnologia e os sete lugares de modelos como XC90 e Q7. Só que, na comparação com o Volvo, é pelo menos R$ 280 mil mais barato.
Passei uma semana com o novo BYD Atto 8, que custa R$ 400 mil. Aqui, estão as principais impressões sobre o SUV.
Não dá para dizer que o Atto 8 é rival do Volvo XC90, pois dificilmente quem compra o Volvo vai considerar o BYD. Porém, tanto ele quanto seu principal concorrente, Wey 07 (da GWM), são uma ótima resposta para quem sonha com o produto da marca sueca, mas não quer (ou não pode) investir tanto em um automóvel.
Vale ressaltar que o Wey 07 tem seis lugares, e não sete, como o Atto 8. Em compensação, oferece acomodação mais confortável nos dois bancos individuais da segunda fileira, e melhor acesso à terceira. O GWM custa R$ 424 mil.
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Aliás, o acesso à terceira fileira do Atto 8 não é nada bom. É preciso reclinar o encosto do banco da segunda fila em 90 graus, e levá-lo para a frente (rola sobre trilhos).
Ainda assim, a passagem aberta é apertada. No entanto, a terceira fileira é mais espaçosa que a média, e o encosto dos dois bancos é inclinado, aprimorando o conforto.
Como anda e vida a bordo
A BYD sempre me passa a impressão, na maioria dos carros, de ser uma marca com mais inspirações em automóveis ocidentais que as demais chinesas. E isso se reflete diretamente na usabilidade.
No Atto 8, não há economia de botões. É por meio dele que se aciona os sistemas ADAS de condução. O comando dos retrovisores externos está onde deveria: nas portas.
O console central também tem botões. O multimídia é sim o centro de comando do carro, mas as principais funções podem ser acionadas de outras maneiras. O SUV é muito intuitivo.
O ajuste da suspensão é macio, mas não tanto quanto o de outras chinesas. O Atto 8 está muito longe da esportividade, mas também não chega nem perto de ser um carro molengão. O rodar é bem confortável.
O Atto 8 tem 476 cv de potência, resultado da combinação de dois motores elétricos (a tração é integral) e o 1.5 a gasolina. O torque é de 68,8 kgfm. Há inúmeros modos de condução, e o motorista também pode escolher se quer usar o SUV de 5,04 m de comprimento nas funções híbrida ou 100% elétrica.
Fato é que o Atto 8 acelera absurdamente forte. Na hora de pisar fundo no acelerador, os motores vão entrar em ação juntos para levar o SUV de 0 a 100 km/h em apenas 4,9 segundos.
E quando acaba a bateria dos motores elétricos. Afinal, o 1.5 a combustão tem apenas 156 cv para um produto de mais de 2,5 toneladas. A preocupação é válida, mas o fato é que sempre há energia suficiente para os momentos de aceleração. O Atto 8 sempre terá os propulsores elétricos em ação para responder rapidamente ao pedal do acelerador.
Aliás, para quem quer rodar só com eletricidade, a autonomia é de pouco mais de 100 km. O Atto 8 tem bateria de 35,6 kWh, que pode ser recarregada tanto em corrente rápido (DC) como em modo mais lento (AC).
Cabine e equipamentos
A cabine é um ambiente aconchegante e sofisticado, com materiais requintados e macios ao toque em todas as partes. Há mimos como iluminação ambiente personalizável e teto panorâmico.
A segunda fileira tem muito espaço e conforto, acomodando com tranquilidade três pessoas - que têm também aquecimento e resfriamento para os bancos, além de duas zonas de ar-condicionado. Há ainda encosto reclinável - com ajuste elétrico.
Quando não há passageiro na dianteira, este banco pode ser levado para a frente (eletricamente), ampliando ainda mais o espaço de quem vai na segunda fila. Mas faz falta o apoio para os pés, que o Wey 07 tem.
O Atto 8 tem ADAS nível 2 completo, incluindo semiautônomo de condução. Também traz entre os destaques as câmeras multivisão que auxiliam no trânsito sem atrapalhar quando o motorista está usando navegação no Android Auto ou CarPlay - as imagens aparecem no canto da tela.
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