Três acidentes fortes na estreia mostraram lado B dos novos motores da F1 |
Três acidentes fortes na estreia mostraram lado B dos novos motores da F1
"Eu tinha cerca de 100 kw de potência extra que eu não esperava, o que não é insignificante. E o mais difícil de aceitar é que tudo estava funcionando normalmente. É só a maneira como os motores têm que funcionar com essas regras. Essa é a parte difícil de aceitar", lamentou Oscar Piastri depois de perder o controle da McLaren e bater enquanto levava seu carro para o grid de largada, ficando de fora do GP da Austrália.
Esse foi só um dos três acidentes em que o piloto perdeu o carro violentamente no primeiro fim de semana das novas regras da F1. E isso não é uma coincidência.
"Eu pisei nos freios e, de repente, o eixo traseiro simplesmente travou, do nada", explicou Max Verstappen após bater na classificação. "Não sei o que aconteceu. Nunca experimentei algo assim na minha carreira. Travou imediatamente no pico de pressão do pedal. É muito estranho. Há várias coisas que ainda não entendemos no momento."
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O terceiro acidente foi de Kimi Antonelli, no terceiro treino livre. Assim como Piastri, ele foi surpreendido com o torque dado pelo motor, que agora tem metade de sua potência vinda da parte elétrica.
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Perguntado pelo UOL se os incidentes poderiam ser interligados e já preocupam, o chefe da McLaren, Andrea Stella, disse que a comunidade da F1 precisa estudar a fundo os casos.
Eu posso estar especulando aqui porque a informação que eu tenho é só do caso do Oscar, mas foram todos acidentes pouco normais, diria, especialmente o do Verstappen, que pode ser que tenha a ver com a unidade de potência ou não. Certamente, no caso de Antonelli, ele perdeu o carro em um lugar em que há muito torque e o carro é sujeito à carga lateral.
Certamente, essas unidades de potência podem ser bastante agressivas quando elas entregam potência. Estamos falando de 1000 cavalos vindos de uma vez e, quando os pneus estão um pouco duros, se essa potência vem de uma maneira inesperada, como aconteceu com o Oscar, pode se tornar bem complicado.
Não quero vir aqui e falar que tenho uma solução simples. Não tenho. Estou aqui dizendo que deveríamos mudar as regras. Mas esses acidentes não foram fracos. Eles foram um indicativo bem material de que temos trabalho pela frente.Andrea Stella, chefe da McLaren
Como esses novos motores surpreendem os pilotos
A F1 já tem motores híbridos há mais de 10 anos, mas as unidades de potência que estrearam neste ano têm algumas diferenças importantes. A energia elétrica é três vezes maior do que no regulamento anterior e toda a recuperação de energia é feita com apenas um gerador. Nas regras anteriores, havia dois, um deles usando os gases do escapamento e o movimento do turbo. Agora, é preciso regenerar muito mais energia e toda ela vem das freadas, quando o piloto tira o pé do acelerador ou mesmo quando os computadores decidem que a energia tem que ir para a bateria ao invés de impulsionar o carro.
Isso faz com que os pilotos tenham que monitorar muito de perto o que têm à disposição. Muitos já relataram como eles chegam em uma mesma curva com velocidades muito diferentes de uma volta para a outra, dependendo de como o motor está administrando a energia. Isso vai mudar as referências de freada. E, pelo que vimos na Austrália, também pode surpreender os pilotos nas reacelerações.
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