O que líderes podem aprender com a Venezuela? |
A frase que mais me marcou nos últimos dias não veio de um analista político, mas de um economista comentando a situação na Venezuela, Artur Wichmann, CIO da XP: "A experiência histórica mostra que remover um ditador costuma ser muito mais fácil do que construir, posteriormente, um governo funcional e estável". Li isso e pensei: isso não é só sobre países. É sobre empresas também.
A trajetória recente da Venezuela nos fornece um exemplo extremo, porém didático, para entendermos o que acontece quando liderança deixa de servir e passa a impor. Não é sobre ideologia, direita ou esquerda. Trata-se de algo mais básico: o rompimento do pacto entre quem lidera e quem é liderado. Durante décadas, o país viveu sob um modelo de poder concentrado, no qual decisões passaram a ser tomadas sem escuta, sem alternância e sem conexão com a realidade da população.
Os números são assustadores. Segundo dados do Banco Mundial e da ONU, sob Maduro, a economia venezuelana encolheu 72%, a inflação atingiu picos de 1,7 milhão por cento em 2018, mais de 7,9 milhões de pessoas fugiram do país. A Human Rights Watch documentou 28 mortes e cerca de 1.780 pessoas detidas em protestos pós-eleição. O processo eleitoral foi contestado internacionalmente. Aos poucos, as instituições enfraqueceram, a confiança se dissolveu e o tecido social começou a se romper.
Juca Kfouri
Corinthians começa 2026 como acabou 2025
PVC
Raphinha, brilhante! Barça vence Real em clássico
Marcus André Melo
Degradação institucional expõe também o TCU
Luciana Bugni
Ricos também sofrem no Leblon de Manoel Carlos
Ao........