O ano mais interrompido da década |
O ano mais interrompido da década
Antes de mais nada, uma premissa clara: este não é um texto contra feriados, direitos trabalhistas ou escolhas individuais. O calendário brasileiro é o que é, fruto da nossa história, da nossa cultura e das nossas leis. Ele não está em debate aqui. O que está em debate é outra coisa: como liderar bem quando o tempo é mais fragmentado.
Carnaval em fevereiro. Copa do Mundo em junho. Eleições em outubro. Pelo menos dez feriados nacionais em dias úteis, fora os pontos facultativos, os feriados municipais e as pontes que todo brasileiro já calcula mentalmente antes mesmo de abrir a agenda. Se você lidera pessoas e olha para o calendário de 2026 com um aperto no estômago, eu entendo. O aperto faz sentido.
Não é exagero dizer que este será um dos anos mais fragmentados da década. O número de semanas completas de trabalho é significativamente menor do que em economias com as quais o Brasil compete diretamente. A China, por exemplo, concentra suas pausas em dois grandes blocos e mantém o restante do ano praticamente contínuo. Os Estados Unidos têm menos da metade dos nossos feriados nacionais. Isso não é julgamento de valor. É uma constatação objetiva de competitividade. Cada semana interrompida tem custo de produção, de ritmo comercial, de foco coletivo.
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