Por que ainda é muito raro ter carro no maior mercado automotivo do mundo

Por que ainda é muito raro ter carro no maior mercado automotivo do mundo

A China é um lugar de números superlativos que, frequentemente, distorcem a realidade aos olhos do Ocidente. Com mais de 1,4 bilhão de habitantes, o país vende 30 milhões de veículos por ano - mais de dez vezes o volume do mercado brasileiro - e dita o ritmo da eletrificação global. No entanto, por trás da liderança industrial, esconde-se um paradoxo: para o cidadão comum, ter um carro na garagem ainda é um privilégio restrito, burocrático e, acima de tudo, planejado pelo Estado.

Enquanto no Brasil temos cerca de 30 carros para cada 100 habitantes e os Estados Unidos chegam a 80, na China esse número não chega a 25. Mesmo sendo o maior mercado do planeta, é um país "submotorizado". O motivo não é apenas a renda, mas uma engenharia social que transforma o ato de comprar um veículo em um processo quase migratório.

O "visto" para o consumo

Diferentemente do Brasil, onde o acesso ao carro é limitado basicamente pelo crédito bancário e pela taxa de juros, na China a barreira é geográfica e política. Ricardo Bastos, diretor de assuntos institucionais da GWM e com trânsito livre no setor, explica que o consumo de automóveis está diretamente ligado aos planos quinquenais de urbanização do governo.

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