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Além da Venezuela: Brasil é rico em 'petróleo do futuro' cobiçado pelos EUA

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07.01.2026

Enquanto o petróleo segue como peça-chave nas disputas de influência sobre a América do Sul, especialmente após a intervenção dos EUA na Venezuela, outros recursos naturais também atraem a atenção geopolítica das potências globais.

É o caso dos chamados minerais críticos, como o lítio, o níquel e as terras raras, essenciais para a transição energética e a indústria de alta tecnologia. E nesse novo tabuleiro, o Brasil desponta como fornecedor estratégico desse "petróleo do futuro", ao deter uma das maiores reservas do mundo, que ultrapassa 20% dos recursos disponíveis, mas ainda sem um plano estruturado para sair da condição de exportador de matéria-prima.

O interesse norte-americano nesses mineiros brasileiros não é novo. Desde 2020, reuniões bilaterais entre autoridades dos dois países já apontam para cooperação sobre a extração e o beneficiamento desses itens cada vez mais valiosos.

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Agora, com a crise venezuelana reacendendo disputas por influência regional e o domínio chinês sobre 90% da produção de ímãs e componentes eletrônicos, os EUA intensificam a busca por alternativas confiáveis. E o Brasil está no centro dessa equação.

"O Brasil é visto como um fornecedor potencialmente confiável, com grandes reservas e estabilidade institucional. Para consolidar esse papel, porém, precisa oferecer segurança regulatória, escala produtiva e algum nível de processamento local", resume Ricardo Caichiolo, professor de relações internacionais e diretor do Ibmec Brasília.

A crise política e econômica na Venezuela, somada à guerra comercial entre EUA e China, reforça o interesse de Washington em parceiros estáveis e fora de zonas de conflito, caso do Brasil. Mas os especialistas alertam: a oportunidade pode escapar se o país........

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