Acordo com UE deixará carros importados mais baratos, mas ameaça fábricas

Após mais de 25 anos de negociações, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia voltou a avançar de forma concreta nesta semana, com a aprovação política pelo Conselho da União Europeia - instância que reúne os governos dos países do bloco europeu.

O pacto envolve, do lado sul-americano, Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, e, do lado europeu, os 27 países da União Europeia. O objetivo central é reduzir ou zerar tarifas, harmonizar regras e facilitar o comércio entre dois mercados que, juntos, somam mais de 700 milhões de consumidores.

Embora a decisão não signifique entrada em vigor imediata, ela destrava uma etapa considerada decisiva e recoloca no radar do setor automotivo brasileiro uma pergunta-chave: quando e como os carros europeus podem ficar mais competitivos no Brasil - e o que isso muda na produção local e na disputa com marcas chinesas.

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"A gente teve um enorme avanço agora, porque os Estados-membros da União Europeia deram sinal verde para a assinatura do acordo, mesmo com a oposição esperada de alguns países, principalmente França e Hungria", afirma Monica Rodriguez, consultora de Comércio Internacional da BMJ Consultores Associados.

Segundo ela, a resistência europeia segue concentrada no agro, mas não foi suficiente para bloquear o processo.

"Esses países manifestaram preocupação com impactos negativos para os agricultores domésticos, mas houve uma maioria qualificada favorável ao acordo", diz.

Apesar do avanço, o acordo não........

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