Contra o desprezo: livros lembram que também há gente sonhando no Irã

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A vontade de Azar Nafisi era uma só: fazer em sua casa aquilo que não podia nas aulas que ministrava na universidade. Submetida a policiamento constante e regras esdrúxulas, não havia como discutir literatura em sala de aula. Um empecilho se empunha de cara: a gigantesca lista de grandes livros proibidos pelo regime iraniano.

"Como ensinar quando a maior preocupação dos funcionários das universidades não era a qualidade do trabalho que se fazia, mas a cor dos lábios ou o potencial subversivo de uma única mecha de cabelo?".

Azar tomou coragem e convidou um punhado de estudantes, todas mulheres, para que passassem a frequentar a sua casa para conversarem sobre literatura. O espaço de cumplicidade para discutir ficção era algo arriscado por ali. Aliás, Azar conta que muitas coisas, diversas bizarras, podem ser perigosíssimas para quem ousa contrariar regras e leis estapafúrdias. Algumas das que recaem sobre as mulheres:

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Correr nas escadas para não se atrasar para aulas. Rir no corredor da universidade. Conversar com pessoas do sexo oposto. Morder maçãs de modo sedutor - seja lá o que isso signifique. "Festas, tomar........

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