Por que 2025 mudou o entretenimento (de novo)

Estamos nas primeiras horas de 2026. É um bom momento para olhar para trás e entender o que, de fato, mudou nos últimos 12 meses. Afinal, 2025 foi um ano particularmente desafiador para o mundo do audiovisual e para a indústria do entretenimento.

Transformações profundas — da tecnologia aos negócios — alteraram não só o funcionamento do setor, mas a forma como produzimos, distribuímos e consumimos conteúdo.

Por isso, a coluna Na Sua Tela reúne a seguir cinco acontecimentos que marcaram 2025 e ajudam a explicar por que o entretenimento saiu desse ano diferente — e com impactos claros para o futuro próximo.

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Os estúdios de Hollywood nunca foram exatamente contra a inteligência artificial. O conflito sempre foi outro: uso de obras, personagens, vozes e estilos sem licença — e, portanto, sem pagamento de royalties.

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Em alguns casos, recorreram à Justiça. Em outros, simplesmente perderam o timing: vídeos circularam livremente, viralizaram e a ideia de controle veio tarde demais.

Contudo, nos últimos meses, a indústria passou a fazer o que sempre faz quando entende que uma tecnologia veio para ficar: negociar.

Enquanto a discussão pública segue girando em torno de ética e proteção ao trabalho criativo, nos bastidores a lógica é outra: a IA passou a ser tratada como infraestrutura — usada em marketing, pós-produção, localização, curadoria e análise de audiência.

Uma notícia que representa este movimento é a do acordo entre Disney e OpenAI, a criadora do ChatGPT. Agora, o Sora — plataforma de vídeo generativo — pode criar curtas "inspirados por fãs" usando um pacote de cerca de 200 personagens licenciados de Disney, Marvel, Pixar e Star Wars. Vozes e aparência de atores/atrizes ficam de fora. Uma seleção desses vídeos poderá aparecer no Disney .

Além disso, a Disney virou cliente enterprise da OpenAI e passou a usar o ChatGPT internamente. Tudo cercado por um discurso de "IA responsável". E, importante: a Disney está investindo US$ 1 bilhão (R$ 5,6 bi) na OpenAI, com garantias para comprar uma participação ainda maior.

Como vemos, a disputa real deixou de ser "usar ou não usar". Passou a ser sobre controle: quem define os ambientes autorizados, quem fica com os direitos sobre os resultados e quem estabelece os padrões de transparência.

Resta agora saber como tudo isso terá impacto em quem produz a indústria criativa. Em 2026, encerram-se........

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