Esqueçam o hexa
O trabalho da CBF para a seleção masculina está organizado em torno do sexto título mundial. A campanha da Copa tem hexa por todos os lados. Entendo que sonhar é ferramenta de existência e também que sonhos que sonhamos juntas e juntos tem força ainda maior. Mas gostaria de argumentar contra essa estratégia.
É fato que a gestão de Samir Xaud, depois de longos e tenebrosos invernos, olha para o futebol de um jeito mais saudável e menos bruto do que as anteriores. Estive em uma imersão na Granja Comary no começo do mês e pude ver de perto a seriedade com que o futebol brasileiro está sendo tratado. Estamos no começo de uma longa jornada que certamente colherá seus frutos se não for interrompida.
Mas, vendo a seleção contra a França em Boston, transformei algumas de minhas suspeitas em certezas. Não estamos preparados para o hexa. Foram muitas décadas de descaso e de malfeitos para serem curadas em poucos meses. O ciclo de restauração é maior e deveria ter como linha de chegada 2030 e não 2026. Focar todas as energias num hexa que não virá é aumentar a expectativa e, com ela, a frustração e a revolta. É um risco imenso. Não ficar falando de hexa distensiona a corda e cria novos ambientes de trabalho e novas possibilidades - até para o hexa.
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Diante da França, senti pena da nossa seleção. Pilhada, chiliquenta, desconcentrada, confusa, perdida, cansada. Do outro lado, os franceses jogavam sorrindo. Fizeram dois gols e seguiram sorrindo. Leves, alegres. Um contraste imenso.
Não estamos prontos. Não ainda. O trabalho é longo e precisa de continuidade. Parar de falar em hexa talvez ajude. Começar a falar em resgate de uma filosofia e de uma cultura, começar a falar em formação de atletas, no trabalho de base, em mais Endriks e Estevãos, em meias, no drible, na criatividade, em brasilidade - uma palavra, aliás, bastante usada em palestras dadas por executivos da CBF.
Se querem falar em taças, então falemos de 2027. Essa sim parece estar madura como jamais esteve. E será levantada aqui no Brasil.
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