Um convite ao freio: o que você quer menos em 2026?

É curioso. Nesta época do ano, é comum que a gente faça (às vezes para nós mesmos) promessas como "ano que vem eu vou pegar mais leve"; "no próximo ano, quero descansar mais"; ou ainda "quero ter mais tempo para o que importa, para as pessoas que amo". Paradoxalmente, também é comum construirmos metas, planos e pensarmos tudo o que queremos realizar no próximo período.

A construção cultural em torno da "virada" de ano tem esse caráter quase mágico. Parece que só de acontecer a transição no calendário, as coisas vão mudar no cotidiano também.

Acontece que não é bem assim. Especialmente no que diz respeito à aceleração do tempo, não tem sido.

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Temos vivido, nos últimos anos, um processo progressivo de aceleração da vida.

Se começarmos a perguntar por aí, dez entre dez pessoas dirão que se sentem cansadas, exaustas, exauridas. Então, se todo mundo está assim, tem algo dessa aceleração que não é meu, seu ou de cada um(a). Existe um componente cultural, social, econômico, político que tem nos levado a correr e a esse cansaço epidêmico.

Assim, desculpe-me te dar esta notícia, mas