Carnaval é cultura, direito, desaceleração e a festa é ação regenerativa |
Um corpo em festa é um corpo rebelde em regeneração no mundo que nos quer exaustos e desempenhando o tempo todo. Um corpo cansado e maquínico é um corpo obediente, domesticado, dócil.
Pensando desta forma, posso afirmar: Carnaval também é desaceleração, e a festa é ação regenerativa.
O Carnaval, assim como outras coisas que nos fazem humanos em nossa condição, é indesejável neste mundo que autoriza apenas o que é útil; e considera, portanto, inútil, tudo que não é trabalho, consumo, performance ou desempenho.
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Pois o carnaval tem um feitiço; e na coluna de hoje eu abro espaço para Pio Figueroa falar desta magia.
Pio é meu conterrâneo, amigo e companheiro de carnaval, além de um baita fotógrafo e diretor de cena e meu DJ favorito.
A reflexão que ele traz é poderosa: o ponto facultativo do Carnaval é sintoma de um país que celebra intensamente sua cultura, mas hesita em transformá-la em direito.
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Pronto! Passou o ano e bora agora se jogar por aqui: Carnaval! Aquela entidade mística, onipresente, culturalmente decisiva, e, ainda assim, oficialmente inexistente como feriado nacional.
Sim, o país para, as ruas lotam? Mas, juridicamente, é apenas ponto facultativo. Ou seja, se você não vai trabalhar, é benevolência. Se........© UOL