Planejar não é deixar de viver

Michael Viriato escreve sobre como cuidar do seu dinheiro, poupar e planejar o futuro

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Há quem se incomode quando um texto sugere mudança de comportamento. Não pelo conteúdo em si, mas pelo desconforto que ele provoca. É como se falar em instrução fosse ofensivo para quem ainda não sabe ler, ou como se recomendar atividade física fosse um ataque pessoal a quem está sedentário. O problema não está na proposta, mas no espelho que ela coloca à frente.

Esse incômodo apareceu nos comentários em um dos últimos artigos. Um leitor escreveu: "Detesto estes conselhos! Pedem para pobre economizar". A frase diz mais do que parece. Equivale a afirmar que falar de educação é ofensivo aos analfabetos ou que discutir saúde é injusto com quem está doente. A crítica não é ao conteúdo, mas à ideia de que mudança exige responsabilidade.

Vale esclarecer um ponto importante. Planejamento financeiro não é penoso apenas para quem ganha pouco. Parece incoerente, mas muitos........

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