Diversificar demais reduz o risco, mas também o retorno

Michael Viriato escreve sobre como cuidar do seu dinheiro, poupar e planejar o futuro

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Diversificar investimentos costuma ser apresentado como um exercício matemático. Correlações, volatilidade, fronteira eficiente. Tudo muito elegante no papel. Na vida real, porém, a diversificação nasce menos da planilha e mais do estômago. É como escolher um restaurante em grupo: ninguém quer assumir sozinho o risco de errar. Quanto mais pratos na mesa, menor a chance de alguém ser apontado como responsável pela escolha ruim.

Vale deixar isso claro desde o início: não há nada de errado com diversificação. Ela é um instrumento importante de gestão de risco e faz parte de qualquer carteira bem construída. O problema não é diversificar, mas exagerar. Muitas vezes, o investidor não diversifica por estratégia, e sim por medo: medo de errar, de perder dinheiro ou de ficar de fora de alguma oportunidade.

Blaise Pascal escreveu que o coração tem razões que a própria razão........

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