Economia desenvolvida é aquela que não consome vidas

Ciclista, vencedor do Prêmio Jabuti Acadêmico, economista pela USP e pesquisador do Insper. Foi visiting scholar nas universidades de Columbia e Stanford

Recurso exclusivo para assinantes

assine ou faça login

benefício do assinante

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

benefício do assinante

Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

Recurso exclusivo para assinantes

assine ou faça login

Existe um tipo de imposto pouco discutido, mas que rouba pedaços substanciais da vida dos brasileiros. Esse imposto, o do tempo, começa cedo no cotidiano de milhões de pessoas.

Ele aparece quando o despertador toca muito antes de qualquer raio de sol surgir no horizonte. Na fila do posto de saúde. Na educação pública em que, em muitos casos, pouco se aprende no tempo dedicado às escolas. No serviço público que exige duas ou três idas para resolver o que caberia em uma.

Em certa medida, todos pagam o imposto do tempo, mas nem todos pagam da mesma forma. Para quem tem alta renda, parte dele pode ser terceirizada. Paga-se a alguém para cuidar da casa, das crianças e da burocracia. Compra-se moradia perto do trabalho. Contratam-se saúde........

© UOL