O mito do leilão: contratar não é investir em infraestrutura |
Sócio do Portugal Ribeiro & Jordão Advogados e mestre em direito pela Harvard Law School
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Quatro por cento do PIB em infraestrutura virou já há anos o "número mágico" do debate brasileiro. A meta é defensável, mas não se alcança por manchete de leilão.
Ela depende de obras executadas – e, antes disso, de contratos que resistam ao tempo. Para começar, é preciso corrigir um equívoco conceitual: investimento, no sentido econômico rigoroso, é Capex, isto é, expansão ou melhoria de ativos (rodovias, redes, portos, sistemas). Opex – operação e manutenção – é essencial para a qualidade do serviço, mas não é investimento. Confundir as duas coisas infla números e cria expectativas que o canteiro de obras não entrega.
Considerando isso, e sem querer entediar o leitor com números: o PIB projetado para 2025 está na casa de R$ 12,7 trilhões, e o investimento previsto em infraestrutura em 2,21% do PIB, que equivalem a aproximadamente R$ 281 bilhões, sendo que 1,57% vêm do setor privado e o restante (0,64%)........