Infraestrutura em ritmo de campeonato |
Sócio do Portugal Ribeiro & Jordão Advogados e mestre em direito pela Harvard Law School
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Nos últimos anos –e especialmente em 2025– o Brasil entrou numa cadência rara: a de planejar, licitar e contratar infraestrutura como política de Estado, e não como evento extraordinário. A cena se repetiu tantas vezes que virou rotina: autoridades federais, estaduais e municipais indo à B3 para leiloar concessões e PPPs.
O placar de 2025 impressiona: 75 leilões, 98 ativos e R$ 243,8 bilhões contratados (31% acima de 2024), sendo R$ 183,1 bilhões em investimentos (Capex) e R$ 60,7 bilhões em operação e manutenção (Opex), com potencial de mais de 1,6 milhão de empregos.
Quando os números ficam grandes demais, a didática precisa de uma régua. R$ 243,8 bilhões equivalem, grosso modo, a colocar "um país inteiro" em investimento: algo próximo do PIB do Paraguai ou Honduras, convertido em obras, serviços e manutenção aqui dentro. E isso representou cerca de 2% do PIB brasileiro em contratações. Se esse ritmo se sustentar, ano após ano, o Brasil pode finalmente se aproximar do patamar de investimento que sempre perseguiu (algo em torno de 4-5% do PIB), com participação privada ampliando o que o setor público, sozinho, não consegue entregar, na mesma escala, apenas com recursos orçamentários.