Vieira fala com Rubio após risco de EUA definirem CV e PCC como terroristas
Vieira fala com Rubio após risco de EUA definirem CV e PCC como terroristas
O chanceler brasileiro, Mauro Vieira, conversou na noite de ontem por telefone com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, depois que o governo brasileiro soube extraoficialmente que o governo de Donald Trump deve anunciar em breve a designação das facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas estrangeiras, conforme revelou o UOL.
A ligação aconteceu por volta das 21h (horário de Brasília) e vinha sendo buscada pelo Itamaraty desde sábado (7), quando os rumores da decisão de Washington chegaram a Brasília.
Oficialmente, nem o Itamaraty nem o Departamento de Estado comentaram a ligação entre as autoridades até este momento. Ambos tinham se falado pela última vez em janeiro, no contexto de organizar uma visita do presidente brasileiro Lula à Casa Branca, ainda sem data para acontecer.
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Fontes diplomáticas do lado brasileiro não escondem o desconforto com o assunto e admitem que barrar essa ideia também foi tema da conversa. O Brasil já se opôs a essa designação antes e propôs uma parceria de combate ao crime organizado que não incluía a classificação de CV e PCC como terroristas. O governo brasileiro vê as digitais da direita do país, capitaneada pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, na decisão dos EUA.
A documentação em relação aos dois grupos brasileiros foi finalizada no Departamento de Estado há alguns dias, passou por uma série de outras agências que deram ok ao material, e segue o mesmo formato do que já foi feito pela gestão Trump em relação a outras quadrilhas da América Latina, como o Cartel de Jalisco, do México, e o Tren de Aragua, da Venezuela.
Depois de sair da mesa do secretário de Estado, Marco Rubio, o material ainda deverá ser entregue ao Congresso e, finalmente, publicado no Registro Oficial Federal, o que pode levar aproximadamente mais duas semanas.
A designação de um cartel como Organização Terrorista Estrangeira (FTO, na sigla em inglês) pelo Departamento de Estado congela ativos de seus integrantes nos EUA, impede o acesso desses grupos ao sistema financeiro do país e barra o fornecimento de "apoio material", como armas, por entes norte-americanos.
Além disso, impõe restrições de imigração nos EUA para associados às quadrilhas e aumenta os riscos legais para empresas que operam nas regiões afetadas. Elas passam a estar sujeitas a sanções do Tesouro dos EUA. O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês) tem emitido alertas a empresas quanto ao risco aumentado de fazer negócios em países como o México, em que operam cartéis designados como terroristas.
Trump também já fez ameaças explícitas de ataques militares contra cartéis no território do México, por exemplo, embora haja divergência entre especialistas sobre se a designação dos cartéis como grupo terrorista daria à Casa Branca cobertura legal para esse tipo de ação.
O assunto vinha sendo tratado há meses por diferentes funcionários do governo americano, entre os quais o subsecretário de Estado para Hemisfério Ocidental, Christopher Landau, o secretário de Estado adjunto interino para Assuntos Educacionais e Culturais dos Estados Unidos, Darren Beattie, e o conselheiro sênior para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Ricardo Pita. O tema também conta com a simpatia da nova czar das drogas de Trump, Sarah Carter, confirmada em janeiro pelo Congresso como diretora do Gabinete de Políticas Nacionais de Controle de Drogas.
O combate ao tráfico de drogas nas Américas é tema prioritário para a administração Trump e foi assunto de um encontro liderado pelo presidente americano com líderes de direita da América Latina, ontem (8), em Miami, chamado Shield of the Americas (Escudo das Américas).
Governo Lula é contra
O governo Lula se opõe à designação das facções brasileiras como terroristas e afirmou isso ao governo dos EUA em diferentes ocasiões.
Em parte, a resistência se deve ao temor de que essa designação possa afetar a soberania do Brasil em lidar com suas questões de segurança doméstica, incluindo a facilitação para a atuação militar dos americanos, que têm bombardeado embarcações supostamente ligadas ao tráfico no Caribe.
Além disso, o governo brasileiro diz que nem PCC nem CV possuem motivações políticas ou ideológicas, sendo meramente organizações criminosas que buscam lucros ilícitos, e, portanto, não se aplicaria o conceito de terrorismo para designar tais grupos.
Brasil e EUA negociam para lançar uma cooperação bilateral no combate ao crime organizado. Com a derrubada das tarifas por decisão da Suprema Corte dos EUA, esta se tornou a principal pauta de um possível encontro entre Trump e Lula na capital americana, que o presidente brasileiro gostaria que ocorresse ainda neste mês — mas que segue sem data marcada.
Em dezembro de 2025, Lula telefonou para Trump para propor esse esforço conjunto, especialmente com trabalho compartilhado de inteligência que pudesse barrar a lavagem de dinheiro dessas quadrilhas em território americano. Lula chegou a apontar alvos específicos que atuariam na Flórida para lavar lucros obtidos ilegalmente com imóveis.
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Parece que o khor rhu ptho do Lula e a f a c ç ã o PT, ja estão lutando pra defender seus parceiros de negócios.
Flavio Francisco Eggers
Torcendo para a definição acontecer em breve.
Helio Hissao Shinsato
Tramp usa esse instrumento da legislação americana para um objetivo escuso. A China é muito mais competitiva do que os EUA, e logo se tornará o líder econômico. Para manter o país como a maior potência mundial, Tramp transforma o país no Trampistão, que usa o seu enorme poder bélico para dominar e ex tor quir os outros países. Tramp tenta tornar ainda mais ricos os bilionários do Trampistão... como ele.
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