Ministro civil, GLO e Escudo das Américas: o plano de Flávio para a Defesa

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Se Flávio Bolsonaro vencer as eleições, deve tratar os militares de maneira muito diferente do que fez o pai. É consenso na campanha do presidenciável do PL que as Forças Armadas deverão estar inteiramente subordinadas ao poder civil e que oficiais-generais não ocuparão posição de destaque no governo.

"Não é novidade no Brasil a premissa de obediência militar aos civis. O que fugiu da curva foi o governo Jair Bolsonaro, que não tinha pessoal para compor o time e buscou no seu círculo de confiança, que eram os militares", diz, sob reserva, um dos auxiliares de campanha de Flávio.

Entre 2019 e 2022, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contou com mais de dez militares como titulares de ministérios. Oficiais comandaram as pastas da Defesa, do Gabinete de Segurança Institucional, da Saúde, da Secretaria de Governo, da Casa Civil, de Minas e Energia e de Ciência e Tecnologia, além da vice-presidência.

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"Colocar as Forças Armadas perto foi um dos maiores erros do governo Bolsonaro. Mas não tinha quem ele conhecia que não fosse das Forças Armadas. Foi um acidente na vida dele. Programado, lógico. Mas não tinha uma estrutura por trás, então ele acabou trazendo generais, almirantes... para compor seu ministério", disse o senador eleito por Santa Catarina Carlos Bolsonaro (PL), em post nas redes sociais, em julho, ainda durante a campanha.

Carlos Bolsonaro diz que foi um erro aproximar as Forças Armadas do governo Jair Bolsonaro e afirma que Flávio não repetirá o modelo: ?Colocar as Forças Armadas perto foi um dos maiores erros do governo Bolsonaro. Na época, não havia uma estrutura política e muitos militares acabaram ocupando cargos importantes. Tenho certeza de que Flávio Bolsonaro não repetirá essa militarização e priorizará pessoas técnicas.?? Pri (@Pri_usabr1) July 12, 2026

Carlos Bolsonaro diz que foi um erro aproximar as Forças Armadas do governo Jair Bolsonaro e afirma que Flávio não repetirá o modelo: ?Colocar as Forças Armadas perto foi um dos maiores erros do governo Bolsonaro. Na época, não havia uma estrutura política e muitos militares acabaram ocupando cargos importantes. Tenho certeza de que Flávio Bolsonaro não repetirá essa militarização e priorizará pessoas técnicas.?

Na ocasião, ele assegurou que o irmão não repetiria a militarização. A cúpula da campanha bolsonarista inclusive já definiu que mesmo o Ministério da Defesa, ao qual ficam subordinadas as três Forças, caberá a um civil.

Um dos nomes mais cotados para a posição hoje é o de Marcos Degaut, ex-secretário de Assuntos Estratégicos da Presidência de Michel Temer e ex-secretário de Produtos de Defesa, sob Bolsonaro. Degaut é próximo ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e assessorou a campanha de Flávio tanto na formulação de propostas de política externa quanto na área de Defesa. Procurado, Degaut não quis dar........

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