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Eduardo sabia em novembro quem seria o nome de Trump para tratar de Brasil

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27.02.2026

Eduardo sabia em novembro quem seria o nome de Trump para tratar de Brasil

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) sabia desde novembro do ano passado que o assessor de extrema direita Darren Beattie —crítico público ao governo Lula— seria escolhido pelo governo Donald Trump como assessor especial para assuntos de Brasil no Departamento de Estado, o órgão de diplomacia de Washington.

Eduardo foi o responsável por uma campanha junto ao governo dos EUA para impor punições ao Brasil que pudessem impulsionar a anistia a seu pai, Jair Bolsonaro, nos processos criminais, mais tarde revertidas. O ex-parlamentar, porém, ainda mantém estreita interlocução com Beattie e outros integrantes do governo e os tem aproximado de seu irmão, o pré-candidato ao Planalto, Flávio Bolsonaro.

Em 6 de novembro, em visita a Washington, Eduardo compartilhou com o UOL a informação sobre a promoção de Beattie, divulgada publicamente pela agência Reuters hoje. A coluna confirmou com outros integrantes da administração Trump que o assessor tem atuado na posição já há algumas semanas.

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A nomeação sugere que, apesar da boa relação entre os presidentes Trump e Lula e da distensão no cenário comercial e político entre Brasil e EUA, a relação diplomática bilateral nos escalões mais baixos segue enfrentando dificuldades e questões de diferenças ideológicas.

Outra evidência disso foi revelada há uma semana, quando o UOL mostrou que diplomatas norte-americanos acusavam o Brasil de ter perdido prazo na negociação para uma cooperação para combate ao crime organizado, o que o Itamaraty rebateu.

A questão da cooperação bilateral no combate ao crime organizado, uma prioridade para o governo Lula, está sob os cuidados do assessor Ricardo Pita, outro dos mais sanguíneos críticos do atual governo brasileiro na gestão Trump.

Também deve ser ele o responsável por conduzir, ao menos em parte, a negociação para exploração de terras raras e minerais críticos entre os dois países e deve ser a autoridade norte-americana destacada para ir ao Brasil participar de um fórum sobre o assunto em março.

Pita e Beattie fizeram uma série de manifestações públicas críticas ao Brasil e às suas autoridades desde o ano passado. Estes comentários ocorreram, especialmente, depois que o presidente Trump impôs um tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros e sanções, como a Lei Global Magnitsky, contra o ministro do STF Alexandre de Moraes e outras autoridades do país.

Beattie escreveu notas contra Moraes

Darren Beattie, nome ligado ao ex-deputado trumpista Matt Gaetz, foi subsecretário de Estado para a Diplomacia Pública e atualmente ocupa interinamente o posto de secretário assistente de Estado para assuntos educacionais e culturais. No primeiro governo Trump, Beattie costumava ser um dos autores dos discursos do republicano.

O assessor ficou conhecido pelas autoridades brasileiras por ser autor das notas nas quais alguns diplomatas brasileiros identificam os tons mais "ameaçadores". Em agosto do ano passado, em uma publicação depois republicada em português pela Embaixada dos EUA no Brasil, Beattie afirmou que Moraes é "o principal arquiteto da censura e perseguição contra Bolsonaro".

"Os aliados de Moraes no Judiciário e em outras esferas estão avisados para não apoiar nem facilitar a conduta de Moraes. Estamos monitorando a situação de perto", dizia o texto.

O posicionamento, visto por diplomatas brasileiros como "mafioso", gerou protesto do governo Lula, que cobrou explicações do encarregado de negócios dos EUA no Brasil, Gabriel Escobar.

Já Pita foi auxiliar do senador republicano Ted Cruz e de outros parlamentares do partido antes de assumir um posto de conselheiro-sênior do Departamento de Estado, no começo de 2025.

Nascido na Venezuela, ele foi levado a Miami pela família durante o regime de Hugo Chávez nos anos 2000 e jamais voltou ao país onde nasceu. Atualmente, é cidadão norte-americano.

No ano passado, em visita ao Brasil, ele irritou o governo Lula ao se encontrar pessoalmente com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O governo brasileiro reage com cautela a esses anúncios, especialmente em ano eleitoral, e aposta que a boa relação entre os dois presidentes, que devem se encontrar ainda em março, dará a tônica de anúncios e parcerias.

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

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